"Eu prefiro ser um otimista e estar errado do que ser um pessimista e estar certo"
Albert Einstein

quarta-feira, 6 de abril de 2011

REVISÃO - Aula 02-04-2011 - Feudalismo


Pessoal,

Estou organizando os gabaritos dos capítulos 1,2 e 3 para publicá-los em breve. No momento, preparei uma revisão da aula sobre Feudalismo.

Abraços e bons estudos

Casemiro

A aula focou as características do Feudalismo, desde o sginificado da palavra “feudo” (posse em língua germânica), suas origens remontando à queda do Império Romano, num lento processo de isolamento populacional e fragmentação política no período da Alta Idade Média.

1) Os tópicos do Feudalismo trataram aspectos:

a)      Políticos: Os laços de Suserania e Vassalagem, laços de Fidelidade com objetivos militares entre nobres, militares com exércitos particulares. Foi destacado que as guerras eram comuns naquela época, e por isso era necessário que nobres se aliassem para se fortalecerem nos ataques e nas defesas contra invasões. Mas, a fidelidade do vassalo não permitia ao suserano intrometer-se nos feudos dos vassalos, sendo cada senhor feudal autônomo para criar impostos, leis e julgamentos, como bem entendessem, caracterizando a fragmentação do poder político. O Rei é suserano, mas não é soberano.
b)      Sociedade feudal: Estamental ou de castas (grupos ou segmentos sociais que não se misturam com outros, nem mudam de uma casta para outra). A pirâmide tripartida em Clero, Nobreza e Povo representava a vontade divina de cada estamento (orar, lutar e trabalhar). A Hereditariedade é a principal forma de manutenção da sociedade – até as profissões passavam de pai para filho. Quanto à casta do Povo, o mais fácil de defini-la é dizer que ela agrupa todos os que não tinham feudos, nem privilégios.
Questão do ENEM foi trabalhada em sala, mostrando as diferenças existentes dentro da casta do Povo.

c)      Economia feudal: Rural, de subsistência frágil (era comum o desabastecimento), voltada para o consumo do próprio Feudo. O comércio era atividade secundária.


2) Transformações no Feudalismo:

O aumento da produtividade  alavancou o aumento populacional e urbano, além de promover o surgimento dos burgos e da burguesia, um grupo social ligado ao comércio que enriqueceu por práticas econômicas que não tinham a ver com a sociedade feudal.

As Cruzadas, expedições militares cristãs contra os muçulmanos possuíram expressivas consequências comerciais, como mostra o mapa da apostila das rotas das Cruzadas e das rotas comerciais, muito semelhantes. A Europa estava aos poucos saindo de seu isolamento, abrindo caminhos para os outros cantos do mundo.

domingo, 3 de abril de 2011

Gabarito - Folha de Exercícios Cap. 2

Pessoal,

O gabarito está por ordem das questões na folha:

UFF 2011: 42. E
CEDERJ: 6. C
ENEM 2009: 54. E   74. C
ENEM 2010: 16. E
CEDERJ 2008: 6. A
CEDERJ 2007: 6. C

aBRAÇOS

Luiz

quarta-feira, 30 de março de 2011

REVISÃO - Aula 26-03-2011 - Povos ameríndios

Amigos, 

Agradeço os comentários feitos e o carinho. O es´tímulo é mútuo porque o aprendizado é mútuo também. Comentem suas dúvidas ou críticas, isso enriquece o Blog.

Um abraço a todos

Casemiro

Cap. 2 – Continuação – 26/03/2011

Índios e Africanos

A aula começou destacando “O que cai nas provas”, com base em pesquisa dos últimos 3 anos das principais provas de vestibular. Foi  encontrado questões sobre índios na UFF, no CEDERJ, e principalmente no ENEM. Sobre povos africanos, foi encontrado apenas no CEDERJ. Não foi encontrado nada sobre essas temáticas na UFRJ, nos últimos 3 anos.
Eis As temáticas cobradas:

a) condições dos índios hoje quanto às reservas e resistência cultural;
b) Visão indigena sobre o europeu e vice-versa;
c) Papel dos africanos ativo no tráfico de escravos;
d) Hierarquia e cultura na sociedade Inca.


Importante frisar o período que estamos abordando, que é anterior à colonização européia na América e na África (antes do século XVI). Por isso, não foi inserido no Blog questões sobre o Imperialismo europeu na África (século XIX) e processo de Descolonização da África, temas abordados em outros capítulos da apostila que vocês devem receber em breve, e que costumam cair no Vestibular, cofnorme veremos.



A explicação começou abordando uma comparação entre astecas, maias e incas em relação aos ameríndios brasileiros, sobretudo no que concerne à hierarquia social, o que na maioria no Brasil não possuía. Dessa forma, foi desenvolvido uma explicação sobre legitimação de hierarquia (dinheiro, força, religião, etc)  e pra quê ela serve, permitindo privilégios ou vantagens a uma parte da sociedade.

O caráter politeísta das religiões ameríndias também foram destacados, e após isso, foram detalhadas as características sobre os Astecas, Maias e Incas. Geograficamente localizadas no México, Guatema-Honduras e Peru-Bolívia, a arquitetura e engenharia asteca permitiu a instalação de sua capital numa ilha inabitável, além de seu caráter político, dominando outros povos e cobrando-lhes tributos. Conheciam ouro e prata, mas não atribuíam a esses metais o valor cultural do Velho Mundo, sendo sua moeda de troca sementes de cacau.
Sobre os Maias, a Matemática e Astronomia desenvolvidas e sua preocupação em me marcar o tempo, com medo do fim dos tempos (fazendo alusão sobre o 2012), além do fato deles não conhecerem metais e terem construído suas cidades com pedra e madeira, cujos centros eram religiosos, e não comerciais.
Por fim, os Incas, adoradores do Sol (Inti) que não conheciam a escrita – achando inclusive que era uma mágica – mais construíram um poderoso Império cujas informações erma transmitidas através dos quipos – cordas que serviam para cálculos matemáticos – além da Mita, um imposto em forma de trabalho cobrado dos homens pobres do Império, que servia para obras públicas e trabalhos nas minas de prata.

terça-feira, 29 de março de 2011

REVISÃO - Aula 19-03-2011 - Povos Africanos

Amigos,
 
Estou publicando uma revisão da primeira, sobre o que eu tratei em sala. Como cada turma é uma turma, algumas coisas são faladas em uma aula e outras não. No final, eu junto tudo o que eu falei e faço um resumo. Se alguém lembrar de algo que não coloquei aqui, só comentar e complementar a publicação, OK?
 
Breve mando revisão da aula do dia 26-03.
 
Abs
 
Luiz Casemiro
 
 
 
A aula tratou aspectos gerais da História e a importância da consciência histórica, entrando logo no capítulo 2. O título da aula: A África e os africanos se dividiu em 1) O Africano "genérico"; 2) A expansão do Islã: Árabe e "ajam", árabes e muçulmanose comércio de longa distância. O termo africano utilizado de forma genérica abriu amplo debate acerca do que é a África, o que ela nos representa e como, de forma inconsciente, ignoramos e generalizamos sua pluralidade no âmbito geográfico, econômico, étnico e cultural. Utilizei inicialmente o argumento da Copa 2010, chamada de Copa da África, contrapondo à Copa 2006 na Alemanha, em nenhum momento chamada de Copa da Europa. A diferença entre Sulafricanos e nigerianos é a mesma de um português para um alemão. Em discussão, as turmas levantaram o que elas pensavam sobre a África, e não foi incomum a fala de que ela é um país com muita pobreza e miséria. Levantei um dado sobre IDH 2010, constatando de que a Libia possui um IDH maior que o do Brasil (o que não é muito difícil). Passando para o tópico 2, expliquei o que é Islamismo, comparando ao Cristianismo e ao Judaísmo, mostrando suas semelhanças e diferenças, mas mostrando que todas partem do princípio monoteísta e crêem no mesmo Deus, só que com nomes diferentes. Mostrei no mapa mundi por onde ocorreu a expansão islâmica, explicando que a regra do mundo muçulmano era a relativa tolerância religiosa porque o Alcorão proíbe a conversão pela força. Por sua vez, os laços culturais e comerciais de longa distância, seja pela fraternidade entre eles e apoio mútuo, respondem o porquê dos mesmos não quererem comercializar com cristãos. Para finalizar, expliquei o que é ser árabe ("falar claro" na língua deles) contrastando com os "ajams" ("língua incompreensível", como eles chamavam os persas). Usei essa ponte para mostrar que o Irã hoje não é árabe, e é muçulmano, massim como o Afeganistão, a Turquia e o país de maior população muçulmana do mundo, a Indonésia).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Introdução - Renascimento

Quem quiser refletir um pouco sobre a mentalidade do Renascimento sobre o ser humano, veja esse vídeo de uma peça de Shakespeare: O Menestrel.

É fascinante!!

Abraços a todos

Luiz - História

domingo, 27 de março de 2011

CEDERJ PVS - Folha de Exercícios Capítulo 2


Pessoal,
Estamos iniciando os trabalhos, e é importante não perdermos o embalo das aulas. Quero realmente de coração contribuir para que vocês confiem em si mesmos, se preparem e consigam alcançar seus objetivos. 

PS: Na aula que vem divulgo o gabarito!!

Abraços e bons estudos

Cap. 2: América e África e Ásia antes do contato com os europeus


UFF 2011 – etapa 1

42.  “ (...) foi relativamente rápida a tragédia dos Waimiri-Atruahi. Foram derrotados, mas como os Txukahamai, impuseram imensas derrotas a seus inimigos brancos, através de muitos ataques entre 1968 e 1975. Depois disso, a doença, as muitas mortes, a invasão do território pela estrada, pela hidrelétrica, pela mineradora. A história se repete, mais ou menos a mesma, com os Arara, na Transamazônica, com os Parakanã, removidos três vezes em conseqüência da invasão de seu território pela estrada e pelas águas da hidrelétrica de Tucuruí.”
MARTINS, José de Souza. A chegada do estranho. São Paulo, Hucitec, 1993, p.75.
Se é possível falarmos hoje de uma História do índio no Brasil, é preciso considerar as rupturas e continuidades nos projetos de proteção ou de destruição de comunidades indígenas. Sobre isso, pode-se afirmar que

(A) a história da expulsão de comunidades indígenas deve ser analisada não somente pelo seu viés econômico.
Trata-se também da destruição de seus valores culturais. Tais valores foram reconhecidos e consagrados pela Carta Magna de 1988.
(B) a legislação indigenista do período pombalino inaugurou a política de reconhecimento dos valores culturais dos índios que se manteria, sem alterações, ao longo do Império brasileiro.
(C) o emprego de técnicas para disseminar doenças desconhecidas pelos índios é uma prática atual para acelerar o processo de extermínio de comunidades, na maior parte das vezes, assentadas em áreas inférteis e desvalorizadas para o capital.
(D) ao contrário das expectativas otimistas e de uma história recente de preservação das comunidades, a população indígena tem diminuído nos últimos anos.
(E) a conjuntura a que se refere o autor representa o período de ditadura, quando os projetos de expansão agrícola para as áreas amazônicas foram beneficiados com incentivos fiscais e por uma política agrária que não regularizava as terras pertencentes às comunidades indígenas.



CEDERJ 2009
6. “Achamos toda a terra habitada por gente nua, tanto os homens como as mulheres, sem cobrir suas vergonhas. (...) Não têm nem lei nem fé alguma. Vivem segundo a natureza. Não conhecem a imortalidade da alma. Não possuem entre si bens próprios, porque tudo é comum. (...) não têm rei, nem obedecem a ninguém: cada um é senhor de si.”
Este é um trecho da carta que o navegante Américo Vespúcio escreveu ao visitar o litoral brasileiro em 1502. Nesse trecho, ele se referia aos indígenas brasileiros.
Sua maneira de descrever o modo de vida dos nativos revela:
(A) uma profunda compreensão sobre os hábitos locais;
(B) o interesse econômico sobre as riquezas da terra;
(C) seu estranhamento frente aos costumes dos índios;
(D) sua piedade cristã face aos pecados dos nativos;
(E) uma atitude em defesa da conversão dos índios.

ENEM2009

54. Os Yanomami constituem uma sociedade indígena do norte da Amazônia e formam um amplo conjunto linguístico e cultural. Para os Yanomami, urihi, a “terrafloresta”,
não é um mero cenário inerte, objeto de exploração econômica, e sim uma entidade viva, animada
por uma dinâmica de trocas entre os diversos seres que a povoam. A floresta possui um sopro vital, wixia, que é muito longo. Se não a desmatarmos, ela não morrerá. Ela não se decompõe, isto é, não se desfaz. É graças ao seu sopro úmido que as plantas crescem. A floresta não está morta pois, se fosse assim, as florestas não teriam folhas. Tampouco se veria água. Segundo os Yanomami, se os
brancos os fizerem desaparecer para desmatá-la e morar no seu lugar, ficarão pobres e acabarão tendo fome e sede.
ALBERT, B. Yanomami, o espírito da floresta. Almanaque Brasil
Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007 (adaptado).
De acordo com o texto, os Yanomami acreditam que
A) a floresta não possui organismos decompositores.
B ) o potencial econômico da floresta deve ser explorado.
C )o homem branco convive harmonicamente com urihi.
D) as folhas e a água são menos importantes para a floresta que seu sopro vital.
E )Wixia é a capacidade que tem a floresta de se sustentar por meio de processos vitais.

Questão 74
No período 750-338 a. C., a Grécia antiga era composta por cidades-Estado, como por exemplo Atenas, Esparta, Tebas, que eram independentes umas das outras, mas partilhavam algumas características culturais, como a língua grega. No centro da Grécia, Delfos era um lugar de
culto religioso frequentado por habitantes de todas as cidades-Estado. No período 1200-1600 d. C., na parte da Amazônia brasileira onde hoje está o Parque Nacional do Xingu, há vestígios de quinze cidades que eram cercadas por muros de madeira e que tinham até dois mil e quinhentos habitantes cada uma. Essas cidades eram ligadas por estradas a centros cerimoniais com grandes praças. Em torno delas havia roças, pomares e tanques para a criação de tartarugas. Aparentemente, epidemias dizimaram grande parte da população que lá vivia.
Folha de S. Paulo, ago. 2008 (adaptado).
Apesar das diferenças históricas e geográficas existentes entre as duas civilizações elas são semelhantes pois
A )as ruínas das cidades mencionadas atestam que grandes epidemias dizimaram suas populações.
B )as cidades do Xingu desenvolveram a democracia, tal como foi concebida em Tebas.
C )as duas civilizações tinham cidades autônomas e independentes entre si.
D )os povos do Xingu falavam uma mesma língua, tal como nas cidades-Estado da Grécia.
E ) as cidades do Xingu dedicavam-se à arte e à filosofia tal como na Grécia.

ENEM 2010




CEDERJ 2008

6. “Os Tupinikim e os Tupinambá, que habitavam a Bahia e Pernambuco, tinham a agricultura mais desenvolvida, eram hábeis caçadores e pescadores. Assim, não se interessaram por esse
sistema de grandes fazendas onde eles seriam a mão-de-obra. Os alimentos abundavam nas aldeias e ainda tinham um excesso, que permutavam com os portugueses.”
(JECUPÉ, Kaka W.. A terra dos mil povos: história indígena brasileira
contada por um índio. São Paulo: 1998)
O trecho acima apresenta uma das dificuldades enfrentadas por colonizadores portugueses para implantar um sistema de exploração econômica na terra conquistada. Entre os problemas enfrentados pelo colonizador português para o uso da mão-de-obra indígena, durante o século XVI, podemos citar:
(A) o declínio demográfico das populações indígenas e a resistência indígena contra o colonizador;
(B) a concorrência entre a mão-de-obra portuguesa e a indígena e o desinteresse da Coroa portuguesa;
(C) a resistência dos senhores de engenho e a fuga dos índios das áreas de expansão agrícola;
(D) os conflitos entre colonos e a Igreja Católica e o alto preço da mão-de-obra indígena;
(E) as guerras intertribais e o desprezo das sociedades indígenas pelo trabalho;

CEDERJ 2007

6 - “Esta parte da América [o Brasil] é habitada por pessoas
maravilhosamente estranhas e selvagens: sem fé, sem lei, sem civilidade alguma, vivendo como animais irracionais, como a natureza os produziu, comendo raízes, permanecendo sempre nus, tanto homens como mulheres, até o momento em que, talvez, forem visitados pelos cristãos, que poderão, aos poucos, despojá-los dessa brutalidade para assumir um modo mais civil e mais humano”
(A. Thévet. La cosmographie universelle.)
O texto acima ilustra a relação entre europeus e nativos na América Portuguesa, na visão do conquistador europeu.
Assinale a opção que melhor expressa esta relação:
(A) os europeus acreditavam que as populações indígenas estavam condenadas ao atraso e à ignorância;
(B) os colonizadores mantinham um respeito irrestrito aos hábitos e costumes das populações nativas;
(C) os europeus construíam visões preconceituosas sobre as populações nativas;
(D) os europeus reconheciam a superioridade da cultura indígena quando comparada com a européia;
(E) as sociedades européias incorporavam os modos e hábitos indígenas ao identificarem a originalidade das sociedades do Novo Mundo.